quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Ciganos no Brasil


OS CIGANOS NO BRASIL
A trajetória dos ciganos no Brasil começa no ano de 1574 com a chegada do primeiro cigano que se tem notícia. Muitos eram nomeados Meirinhos da Corte, pessoas que levavam as notícias e comunicados do Reino a todas as Terras Brasileiras. Trabalhando também como Bandeirantes. Nestas inúmeras “levas” o número de Kalons era grande, e se destacavam com os principais sobrenomes: Monteiro, Savedra, Silva, Torres, Pereira, Ferreira, Lopes, Costa, Coelho, Carvalho, Torquato, Figueiredo e Alves, uma prova adicional de sua origem portuguesa. O Rom mais ilustre que chegou ao Brasil foi Jan Nepomuscky Kubitschek , que trabalhou como marceneiro em Diamantina, embora não sabemos se acompanhado da Rromhá. Conhecido com João Alemão, deve ter entrado no Brasil por volta de 1830-1835, casando-se pouco depois com uma brasileira. O primeiro foi João Nepomuceno Kubitschek, que viria a ser um destacado político. O segundo foi Augusto Elias Kubitschek, um comerciante. Augusto Kubitschek foi designado como delegado de polícia. Também consta que teve pelo menos uma filha, Júlia Kubitschek, que viria a ser a mãe de Juscelino Kubitschek. Ou seja, um dos mais queridos presidentes do Brasil do Século XX foi um cigano, ou pelo menos um descendente de ciganos.
O primeiro que se tem notícia a chegar no Brasil, foi o cigano João de Torres que veio com sua mulher e filhos. Portugal desde 1526 já fazia leis (preconceituosas) contra os ciganos, e em virtude de precisarem de ferreiros e forjadores de armamentos os mandaram para esta Colônia distante para servir ao reino de Portugal.
Algumas destas “LEIS”, elaboradas pelo Reino Português eram absurdas, eis algumas delas (os livros que citam estas leis de processo documental histórico se encontram no Gabinete Real de Leitura Portuguesa, situado na Rua Luiz de Camões, próximo a Praça Tiradentes no Rio de Janeiro/RJ).
Em 1686, são expulsos de Espanha, Portugal e das Colônias Portuguesas na África, ao virem para o Brasil entraram por Maranhão e Pernambuco, se espalhando aos poucos por todo Brasil. Os lugares que registram mais ciganos na atualidade são: Rio de Janeiro, (havia inclusive no Centro do RJ, há muito tempo atrás uma rua que se chamava Rua dos Ciganos. Hoje Rua da Constituição) Rio Grande do Sul e nas diversas fronteiras que tem o nosso país. Aqui nesta Terra, foi um pouco melhor, mas não deixaram de enfrentar preconceitos. Os que chegaram mais ainda estavam sobre o domínio dos Portugueses, eram proibidos de falar o Romanê, e esta lei só caiu em desuso no ano de 1900. Eram destinados a trabalhar na forja. Fabricavam ferraduras, ferramentas, apetrechos domésticos e outros. Com a sua facilidade de “andar” pelo mundo, eram nomeados Meirinhos da Corte, pessoas que levavam as notícias e comunicados do Reino a todas as Terras Brasileiras. Trabalhando mais tarde também como Bandeirantes. Nestas inúmeras “levas” o número de Calons era grande, e se destacavam com os principais sobrenomes: Monteiros, Savedras, Silvas e Torres. Sendo o Ferreira comum aos ciganos de outros Clãs vindos da Espanha. Inúmeros ciganos serviram ao Exército Brasileiro nas mais diferentes épocas, em busca de moedas de ouro e sossego. E quando as damas da corte sabiam que estes militares comandados eram ciganos, sabiam de ante mão que eram casados com ciganas e da-lhes as importunar, em busca de amor, poções e outros xavecos. As mesmas que exerciam seu preconceito, na ocasião das missas, freqüentavam suas Tsaras escondidas à tarde para tudo lhes pedir. E assim é até hoje para muitos. Muitos ciganos em virtude da sobrevivência, omitem o fato por causa do preconceito, só exercendo sua ciganidade em casa, e nas festas dos clãs, dos quais jamais se separam. Hoje no Brasil há uma prova muito grande que mostra o preconceito contra os ciganos. Existem associações específicas, Ongs que defendem tudo. Gays e lésbicas, Negros, Judeus, Mulheres, Crianças e tem mesmo razão para existir. Só os ciganos que tem que contar exclusivamente com seu Clã. Isto prova que para todas as sociedades do mundo nós não existimos.
Os gadjós (alguns), tem arraigado muitas “verdades” sobre nós e só nos querem em festas e bailes. Para encantar magias ou se infiltrar conosco. Por isso nesta Nova Era os ciganos decidiram se abrir um pouco, para que seja amenizado este círculo de incompreensão sobre o nosso povo. E temos tido muito êxito, muitos gadjós, se aproximam como irmãos no mundo, se aproximam da beleza do universo cigano para trocar boas energias, graças a Deus.

29 comentários:

Ávallos, Por Você!!! disse...

Concordo com você!!! Existem muitos gadjos que se aproximam e tiram proveito dos ciganos. Existem várias pessoas que defendem a cultura mas a utilizam para se beneficiar financeiramente, perante as autoridades sejam elas locais, estaduais ou até mesmo nacionais. Acho justo, certo e também louvável, pessoas que trabalham pela cultura, seja levando conhecimento, seja agindo socialmente falando para explicar e mostrar as pessoas que não conhecem como realmente é a Cultura Rom ou Cigana. Deixo aqui minhas congratulações pelo texto, muito bem elaborado e também de simples compreensão. Abraços e minhas saudações a você Ramona Torres!!!

Ramona Torres disse...

Gratissima pelos elogios AMIGO. É uma luta onde comentarios como o seu fazem com que eu nao desanime e continue. Parabens a ti! e grata mais uma vez.
bjs
Ramona.

Atefah disse...

vOs ciganos que chegaram ao noderste do Brasil com sobrenome batista somente...tinham outro sobrenome como por exemplo "bastarich"?
Poderia pesquisar para mim sobre os sobrenomes dos ciganos no noderste?

Ramona Torres disse...

Olá! Sim, nos idos de 1910 em diante, os ciganos que chegavam principalmente nas partes litoraneas do Nordeste Brasileiro, tem um registro entre nós, como Bastarich, o que não é propriamente um sobrenome, mas sim a forma como o kalon-sintó, chama os ciganos que trabalham como artesaos que utilizam materias do mar, ou usa o mar e seus materiais como oraculo (como o jogo da pedra da cabeça do peixe). Mas considerando, que sendo o nordeste tao extenso, nas idas e vindas de nosso povo, e tambem em virtude da perseguição, pode ter algum cigano, ter registrado como sobrenome, na intenção de mostrar que era cigano atraves do nome.
Espero ter podido ajudar,
abraços
Ramona.

Claudinei Torres disse...

Olá!!!
Meu sobrenome é Torres, moro na cidade de Arapiraca - AL. será q eu tenho algum antepassado cigano? Estou em busca das origens. quero saber se existem pessoas ligadas ao paganismo. bruxos, ciganos, etc.
Preciso conhecer as origens pra saber se ja tenho iso no sangue.
oq me diz?

Ramona Torres disse...

Claudinei, no Brasil, as pessoas geralmente conseguem chegar somente ate a terceira geração de sua arvore genealogica, o que é muito pouco. O que eu posso te dizer é que existem muitos Torres, nascidos no nordeste em geral, que sao de descendencia cigana, uma das direções que vc pode tomar para saber é consultando sobre seus antepassados nos cartorios da cidade!
bjs.

ELECTRO BEAT disse...
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ELECTRO BEAT disse...
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Karolint disse...

qual é o seu endereço? vc mora em cristalina mesmo? bj

ELECTRO BEAT disse...
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Sônia disse...

sou descendente de judeus, mas escolhi ser da religião wicca, há muitos anos, sou bruxa sólitaria. mas adoro o povo cigano, sempre que posso leio tudo que me cai nas mãos sobre voçes,tenho alma cigana...justamente enquanto fazia pesquisas para meu livro, descobri voçe, e foi ótimo, meu livro é um romance de amor, com uma história linda de uma familia de ciganos, que se tornam wiccanos... obrigado por ter colaborado tanto para que eu tivesse respaldo ao narrar costumes de voçes.. eu usei um sobrenome espanhol e não consegui descobrir se há realmente um clã com essesobrenome..."quintella"não dá para mudar no livro,mas posso colocar uma ressalva explicando...

Ramona Torres disse...

Karolint, eu moro no Rio de Janeiro e todo ano vou a Portugal. Grata pela visita ao blog. Bjs Ramona.

zeze disse...

Apesar de não terem uma pátria, eles formam uma etnia, pois têm uma unidade lingüística. O cigano possui a pátria dentro de si mesmo. A sua pátria é onde ele está, o que é muito difícil de ser entendido pelos gadje (não ciganos), mas graças a Deus tem si levantado varia pessoas que sem interesse vem buscando aproximar desse povo tão lindo
Ramona, eu tenho vários amigos ciganos nos quais temos falado muito sobre Deus e a sua obra para com eles olha temos orado muito para que este Deus salve os ciganos sem que eles abandone a sua cultura.
Abraços

Ramona Torres disse...

Zeze,
Grata por comentario tao carinhoso, o que depender de mim, sera dito, sem que precisemos nos afastar de nossa cultura, so dependo algumas vezes da autorização dos Barôs e do astral. Fico feliz de ter pessoas como voce com a gente.
bjks
Ramona.

kkk disse...

depois de muitos anos ( hoje com 42 anos ) resolvi dar uma atenção ao que lembrei de quando pequeno
ouvir o meu avo ( falecido a muitos anos ) dizer que o bisavo dele Zé calon era de origem cigana kalon
e que tinha vindo fugido com a mulher de portugal para a cidade de Arapiraca em Alagoas. Tudo ficava em
segredo pois o medo de sofrer preconceitos fez com que ele e os pais de meu avo nunca falasse sobre
o caso, e lembro do dia em que ele me contou isso sem dar nenhuma importância e com um certo ar
de riso, disse que nem meu pai sabia disso. Bem, eu tambem nunca dei importância ao que meu avo me
falou que, na epôca eu como criança achei que aquilo seria uma historia inventada para um neto que
era a primeira e ultima vez que ele via, pois depois disso logo o meu avo morreu. Hoje pensando melhor
talvez meu velho avo aproveitou a quele momento para contar isso, e me pergunto como um matuto de
uma cidade de interior guardava memoria que era decendente e na sua simplicidade chamava seu
bisavo de Zé calon e quando na verdade acho eu ele queria dizer Zé kalon. Anos depois um grupo de
ciganos passando perto de minha casa em Recife um deles olhou pra mim e fez um susto perguntando
se eu queria im embora com eles (claro que era uma brincadeira) e me chamou m e dando duas pedras
polidas uma marron, e outra cristal dizendo pra eu guardar pro resto da vida. As tenho guardadas até hoje,
e não deixo ninguem pegalas. Bem amiga gostaria de saber se tens como me ajudar para minhas origens cigana e por onde posso iniciar minha pesquisa, Obrigado por sua atenção,

Fernanda disse...

Olá! Meu nome é Fernanda Fernandes.
Iniciei há duas semanas uma pesquisa sobre os povos ciganos.
Sou de Minas Gerais (Belo Horizonte). Desde criança tenho fascínio pelos ciganos. Desde quando via seus acampamentos próximo a escola onde estudava. Agora, no bairro onde moro, de quando em quando alguns grupos estabelecem acampamentos. Gostaria de saber mais a respeito deles. Mas tenho receio de me aproximar e correr o risco de estar sendo invasiva. Gostaria de saber mais a respeito da história e da cultura desses povos no mundo e no Brasil. Onde posso encontar registros a respeito? E qual seria uma boa forma de me aproximar?

Desde já obrigada! (e-mail: fernandafesil@yahoo.com.br)

dhiovanne disse...

Ola sou Dhiovanne Carvalho,moro no sudeste da bahia e gostaria de saber se eu sou um calon ou um gadjo ,se tem como a senhora psquisar pra min sobre meu nome,pq meu BATO fala que somos e eu nao tenho certeza
BJS
DHIOVANNE CARVALHO

APODEC disse...

sou cigano portugues ,considero-me orgulhoso de tal nome .gostava de conhecer ciganos de outros paises e de outras culturas

APODEC disse...

sou cigano portugues ,considero-me orgulhoso de tal nome .gostava de conhecer ciganos de outros paises e de outras culturas

APODEC disse...

sou cigano portugues,e considero-me ,orgulhoso de tal nome ,gostava de conhecer outras culturas de outros ciganos

aroc disse...

Olá,Ramona.

Você saberia me informar o sobrenome dos ciganos que chegaram em Cataguases(MG)entre 1890 e 1905?

Obrigada

misterescarabajo disse...

Saudações meu nome é Marcos e ensino espanhol em uma universidade paraibana, e por isso tive interesse por iniciar meus estudos sobre os povos ciganos, já que influenciam a língua com que trabalho, além disso pude ver de perto manifestações ciganas por parte dos povos ibéricos, e gostaria de contribuir para a perpetuação do legado na minha região, uma vez que temos uma grande comunidade cigana na cidade de Sousa em meu estado, gostaria de manter contatos com possíveis ciganos ou pesquisadores da área para obter mais informações que contribuam com minha pesquisa, grato pela atenção, abraço.

mary borges disse...

meu nome e Marinez e estou procurando informaçao sobre uma pessoa que se diz cigano e se chama Gian Acyoli sou de BELO HORIZONTE MG se for possivel localizar essa pessoa ele diz morar em Redife pois o prefixo do celular dele e de Pernambuco ele viajou no final do ano para fazer uma cirurgia e nao tive mais noticias se por acaso souber de alguma me comunique meu email e marinezborgesdelimA@hotmail.com

mary borges disse...

muito legal vc se importar tanto em defender os ciganos

Maria Raquel disse...

Olá Ramona! Adorei seu blog. Sou neta de cigana e adoro a cultura e tudo que vem de ciganos. Minha avó foi criada por não ciganos que sempre esconderam a origem dela. Descobri ha pouco tempo. Foi a notícia mais feliz da minha vida, pois de todos os netos eu sou a que mais pareço com ela, e desde criança que, mesmo sem saber de nada, sinto um fascínio e uma admiração enormes pelos ciganos. Minha avó nasceu em 1889 em Morro do Ferro, município de Oliveira, Minas Gerais. Faleceu em 1954. Como ela foi adotada por não ciganos, não pude saber nada das origens dela, pois até o nome dela foi dado pelas pessoas que a criaram. Tenho muita vontade de saber pelo menso qual o clã que andava por aquela região, naquela época. Parabéns pela sua página. Abraços fraternos!

jordan disse...

Ramona por acaso teve em Andaluzia um grupo cigano com um cigano de bigode chamado Romom , e que por ter se apaixonado por uma cristã e querer sair da tribo com ela , ele foi preso por artimanha da senhora mais velha da tribo. O seculo se não estou errando foi 17 ou18 . Obrigada se puder me responder.

Beatriz Muller disse...

Olá Ramona,

Na cidade onde moro, Serra, ES, há vários acampamentos de ciganos e em minha pesquisa de mestrado, enfocando a etnomatemática, pretendo observar alguns acampamentos e a relação de aprendizagem escolar das crianças e jovens ciganos. Acho que seria muito interessante trocarmos ideias para aos poucos. Pretendo conhecer jogos ciganos que possam ser dados enfoque Matemáticos. A Matemática escolar tem sido apregoada como elitista e eurocêntrica desconsiderando a riqueza de muitos povos, tal como os ciganos. Se tiver alguma referência lhe seria grata.

Obrigada

Beatriz.
e-mail beatrizcezarmuller@ig.com.br

Zazá disse...

E sobre o sobrenome Rosado, não tem nenhum registro? Eu sei que o meu tataravô veio da Espanha.

Sempre ouvi muitas histórias de ciganos através da minha mãe, pq quando ela era jovem ela conviveu com vários. Meu avô era comerciante e músico então ele tinha amigos ciganos e fazia negócios com eles e deixava eles montarem as tsaras no sítio dele. Aliás, meu avô dizia que a gente tinha descendência cigana, e a minha mãe chegou até a ter um noivo cigano prometido quando ela era criança. Ela sempre conta também de uma cigana que se chamava Luísa que ela gostava muito. A Luísa tinha fugido com um gadjó e teve dois filhos, mas o casamento não deu certo, e ela voltou pro clã dela, só que a minha mãe disse que apesar de a família dela ter aceitado ela de volta, eles meio que deixavam ela de lado, e ela nunca mais viu os filhos dela, aí minha mãe que era criança ficava o tempo todo junto com ela, e ela deixava a minha mãe vestir as saias dela e dormir na tsara dela. Minha mãe sempre fala dela, ela diz que ela era muito querida mas era muito triste.

É a primeira vez que eu conto pra alguém sobre isso, mas é engraçado pq apesar de achar que eu tenho um rosto bem comum, VÁRIAS pessoas já me perguntaram se eu sou cigana, sempre no colégio e agora na faculdade, no terreiro... sempre dizem que eu tenho cara de cigana.

Eu digo que não sou, pq apesar da minha mãe me vestir de cigana quando eu era criança e ter até fotos de eu de fralda e lenço na cabeça dançando dança cigana (kkkk)e do meu avô dizer que a gente tinha descendentes, eu só sei mais sobre esse povo através da minha mãe, a gente não fala romani e eu nunca entrei num acampamento como ela. Aliás minha avó não gosta de ciganos, quando o meu avô morreu, ela e minha mãe nunca mais tiveram contato com a Luísa e o resto da família dela e obviamente a minha mãe não casou com o noivo cigano dela, elas foram embora e minha mãe casou com meu pai que é uma mistura de alemão com alguma coisa: português? índio? árabe? não se sabe.

Aí eu não quero parecer daquelas "oportunistas" que ficam dizendo que são uma coisa que não são. Mas de uns tempos pra cá, me deu vontade de saber mais sobre a história da minha família, pq a família do meu avô é bem unida, sempre em outubro eles fazem festa da família e todos são convidados. E também minha aparência é bem mais parecida com eles do que com a da família do meu pai. Só que eu só sei o nome do meu tataravô e que ele veio da Espanha, o nome da minha tataravó e o resto da família eu não sei mais nada :/

Se souber alguma coisa sobre os Rosado da Espanha agradeço... onome do meu tataravô era Valentim.

Abraço!

Kaàyarê disse...

Olá Ramona! Os "Fernandes" são descendentes de ciganos? Eu sinto que sou um cigano e é uma certeza a nivel da alma.