terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Como Encontrar seu Amor em 2010



Talvez você se surpreenda com o fato de não se poder afirmar que um relacionamento é feliz ou infeliz apenas sabendo se coisas boas ou ruins estão acontecendo a um casal. Pense nisso.
Muitas pessoas em relacionamentos sólidos e estimulantes estão sofrendo algum tipo de dificuldade na vida, enquanto pessoas que parecem ter tudo que se poderia desejar encontram-se em relacionamentos que estão desmoronando.A diferença não está nas circunstâncias, mas na qualidade de ligação que existe entre os parceiros.As pessoas que mantêm relações saudáveis dividem tudo o que acontece, seja de bom ou ruim, com seus parceiros. Não esconda suas emoções - nenhuma delas.
Ao compartilhar sua realidade, você estará compartilhando a sua vida, e os laços que se formarão durante este processo serão uma preciosa ajuda para enfrentar qualquer problema.As pessoas precisam sentir-se amadas. E quase todas acreditam que os relacionamentos amorosos irão preencher essa necessidade. Mas, se não estiver feliz com você, se não gostar de você, nenhum relacionamento irá mudar isso e você terá dificuldades para manter relacionamentos saudáveis.Os seres humanos tendem a formar hábitos.
Nós repetimos os mesmos comportamentos inúmeras vezes, em geral sem pensar ou refletir. É por isso que compramos o mesmo sabão em pó sem pesquisar as vantagens de outras marcas. É também por isso que tendemos a repetir inúmeras vezes o mesmo comportamento em nossas relações.Relacionamentos dependem de comunicação, todos nós sabemos disso. E comunicação significativa exige confiabilidade. Suas palavras precisam ter significado e coerência com suas ações.
Expresse-se com clareza e faça o que diz que vai fazer. Sempre. Se agir assim, terá dado um enorme passo em direção a relacionamentos positivos.
O amor ideal
Os homens geralmente querem uma mulher doce, meiga, sensível, terna, submissa, dependente; as mulheres, desejam um homem forte, enérgico, objetivo, empreendedor. Esses estereótipos masculino/feminino são tão comuns na nossa sociedade que se reproduzem até nos relacionamentos entre casais homossexuais, onde um deles assume o papel masculino e o outro parceiro o papel feminino. Isso porque fomos criados numa cultura que presume haver apenas esse padrão dual de relacionamento.
Quanto mais incompletos somos, ou nos sentimos, mais ciumentos e mais possessivos nos mostramos.
Na tentativa de nos completarmos, procuramos modificar nosso parceiro para que ele apresente qualidades que nos faltam, que ele às vezes não tem, e pelas quais ansiamos e ele, por ser também carente e incompleto, faz o nosso jogo e começa a aparentar qualidades que não possui. Desenvolvemos também uma capacidade impressionante de descobrir o que falta ao outro e tentamos assumir essas qualidades, mesmo que não as tenhamos. Ao olhos do nosso parceiro de paixão - ou de desventura? - passamos duplamente por quem não somos: uma vez sem saber, quando procuramos nele qualidades que temos, mas não sabemos que temos; e outra vez conscientemente, quando representamos qualidades que não temos para que ele, que precisa delas, as encontre em nós.
Os ensinamentos da paixão
A forma como nos relacionamos com os outros afetivamente nos ensina muito sobre nós mesmo, assim como acontece quando adoecemos. Quando temos uma doença qualquer, como uma doença cardíaca, aprendemos que nos faltava exercício físico, que deveríamos ter estabelecido há mais tempo uma alimentação equilibrada e que estaríamos melhor hoje se tivéssemos reduzido o cigarro.
Com a paixão, aprendemos também o que está nos faltando: é só escrever, em qualquer ordem, ou da forma que vier à nossa mente, quais as coisas que desejamos num amante ideal. Faça isso agora. Quando terminar, você terá acabado de descrever o resto de si mesmo, e que só em si mesmo você poderá encontrar.
À procura de nós mesmos
A procura do eu inteiro, completo, poderá ser tão excitante e inebriante quanto a paixão. E com um final bem mais feliz: a outra metade de nós mesmos que jaz sepultada nas nossas camadas mais profundas, uma vez encontrada e incorporada ao que já temos, jamais irá nos abandonar.
Nesse novo contexto, o sexo passa a ser visto de forma diferente. Sim, porque para apreciar uma pessoa inteira, plena - um homem sensível e terno, uma mulher forte e decidida - precisaremos fugir aos comportamentos estereotipados que privilegiam o sexo em detrimento da intimidade, e que transformam a aventura amorosa em "conquista" fazendo-nos perder imediatamente o interesse pelo parceiro tão logo a conquista tenha sido bem sucedida.
Uma vez inteiros e completos, estamos livres para nos relacionar à vontade com quaisquer pessoas, de preferência também inteiras, também completas. Teremos nos livrado da posse, do ciúme, do medo, da insegurança. E para nos mantermos fiéis a essas novas idéias, precisamos abrir mão da necessidade de exclusividade na relação, sendo essa talvez a mudança mais difícil pela qual temos de passar.
O interessante a esse respeito é que, apesar de vivermos defendendo a monogamia e a fidelidade, transgredimos constantemente essas regras nos nossos relacionamentos. Não é isso o que interessa. Quem transgride as regras é apenas um transgressor. O que importa é não aceitar essas regras, e forjar outras. Esse sim, é um comportamento revolucionário, transformador.

2 comentários:

Fernanda Luz disse...

é, flor, vc tem toda razão, e pra explicar isso pras clientes? haja paciencia...mi volito!!!

Ramona Torres disse...

Nanda,
Isso faz parte do sacerdocio, rs rs rs sr........... haja.
bjs
Ramona.